quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

blá...

fundamentalismo
(fundamental + -ismo)
s. m.
1. Relig. Doutrina que defende a fidelidade absoluta à interpretação literal dos textos religiosos.
2. Atitude de intransigência ou rigidez na obediência a determinados princípios ou regras.
 
 
Cansei dos fundamentalistas, tanto carnívoros como vegetarianos. Cheguei a um ponto em que não posso mais assumir minhas preferências sem ser, ou tiranamente questionada, ou entrar em contradição ideológica.

A decisão de não comer carne já estava amadurecendo há um tempo, o que tornou isso possível foi a percepção de como me falta direito de satisfazer apenas as minhas necessidades indiscriminadamente. O mundo seria um lugar bem melhor se nós não estivessemos continuamente pensando em nós mesmos e em como podemos ter mais do que já temos.
 
Sou piegas e parei de comer carne, não por que eu tivesse pena absoluta deles ou por que acho que alguém que fere um animal deveria receber o mesmo tratamento (não que eu não seja solidária com a dor deles), mas por que me conscientizei da minha própria culpa e responsabilidade com o resto do mundo.

As pessoas custam a perceber o alcance dos danos que seus hábitos são capazes de causar. Se eu separasse meu lixo, comesse menos carne, castrasse meus animais e fosse mais responsável com a posse deles, andasse mais a pé ou de bicicleta, escolhesse direito os produtos que compro no supermercado...

No entanto o cenário é mais pessimista, o negócio é que as pessoas têm preguiça, e sei como é isso. O que me dói mais é que na verdade temos tempo pra dedicar a hábitos simples, mas preferimos não fazê-lo, vai dizer que você não tem tempo? Então simplesmente parei. Não virei outra coisa, ainda sou a mesma pessoa, com outras preferências.

As pessoas se surpreendem, acho engraçado isso, aí sempre ouço um "eu não conseguiria...", me perguntam "por que?", e nem tento explicar mais... aliás não tento nem convencer ninguém de nada. Acho péssimo o desrespeito às minhas escolhas, aprendi na prática que não existem argumentos pra quem não está preparado pra entender...

Os vegetarianos não satisfeitos criaram uma série de nomenclaturas pra ver quem é mais altruísta, mas pra mim a verdade é uma só, não é só comendo carne que se causa danos, mas consumindo remédios, detergentes, desinfetantes, shampoos, maquiagem e cosméticos, além de couro e derivados, e a lista deve se estender por mais uma série de coisas... o progresso foi calcado irremediavelmente no sofrimento.
 
Quero dizer que se todo mundo fosse responsável, ninguém teria que ser radical, existem empresas responsáveis e apesar da onda verde que uma hora acabará passando, mudar o modo como atingimos o meio em que vivemos é questão de conscientização, desde o shampoo que você escolhe até onde vai descartar a embalagem do miojo. É tudo uma questão de respeito. Basta deixar a preguiça de lado.
 
Aparentemente vou me ausentar de novo do blog... cansay de fingir que tenho talento pra escrever, ando me perguntando qual é a importância do que eu escrevo e por que alguém leria... certamente vou poupar muita gente de ler mais bobagens... ando cética demais pra imagem que fizeram deste blog, e feliz demais pra escrever o que se acostumaram a ler nesse blog.

Cuidem-se

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Enigmático

Devorei-o com tanta urgência, que perdi parte da emoção, o que é típico de mim... Não é a urgência que destrói as emoções aos poucos afinal? Quero escrever pra te intrigar, pra te fazer pensar em mim, olhar pra mim, imaginar o que me move.

Sinto sede e fome do seu olhar, seu sorriso, ávida... ávida pela destruição do platônico e do inalcansável, que é por vezes divertido, mas até quando? Podem os relacionamentos suportar o peso da realidade?

Como uma canção eu gostaria de preencher, onde todas as fantasias se realizam e tudo acontece como a gente gostaria, se soar como uma canção pra te ver sorrir ao menos estaria satisfeita.

Pode ser engraçado quando soamos ridículos e sempre sabemos quando estamos sendo (como agora), quando nossas meras fantasias por momentos breves parecem fazer sentido, e não ligamos pra própria tolice.

Queria escrever pra te intrigar, na minha presunção e pretensão que não cessam. Não fará mais sentido que isso e não consigo me envergonhar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Wincing the night away

Estive adiando novas atitudes.
Estive adiando um monte de decisões.
Estive fingindo que não precisava de outras pessoas.
Estive distante, sem saber se as pessoas conseguiam comprender minhas atitudes só de observar.
As vezes me surpreendo com meus amigos, me surpreendo por perceber o quanto vou sentir falta dessas pessoas que já vejo há quase dois anos, me surpreendo por perceber que nem mesmo deles as vezes se pode esperar alguma coisa em troca... estamos inevitavelmente destinados a nos separar certo?!
Existe em algum dos mundos uma maneira de demonstrar isso?
Vocês podem perceber a diferença que fazem pra mim? O quanto eu amo essa convivência?
O que é a amizade se não mais uma ferida que não vai curar assim como todos os amores o são?
Quisera eu ser diferente.
Estive procurando diagnósticos, alguma patologia que explicasse por que sou do jeito que sou e assim poderia ser curado, eu seria quem sempre imaginei que seria, quem eu realmente queria ser, numa outra vida que nada tem a ver com essa, em um mundo que nada tem a ver com esse.
Mas os dias vão passando, e os psicológos não oferecem a resposta que a gente quer, eles não podem simplesmente dizer diretamente que não há escapatória se não se aceitar, seria desilusão demais pra qualquer pessoa.
Estive olhando o céu, sentada num balanço, e ainda era extremamente solitário, mais ainda agora... e as pessoas pensavam que eu estava feliz... o que é que elas sabem sobre mim?
Estive andando, ansiando pelo vento que sopraria e levaria todas essas inseguranças embora, e ele soprou em forma de pessoas, eu não poderia estar mais grata por essa presença, mesmo quando eu estou sem ninguém por perto, sei que eles estão em algum lugar e isso me faz menos só...
É uma pena que seja sempre eu a falar mais em todas as conversas, é que eu estava tentando criar uma ligação, as vezes ela acontece... mas se vai como todas as coisas...
Estive fingindo que não me importava, agora as pessoas acreditam e eu não sei mais como provar o contrario.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ilusão

Fui assaltada.


Ando meio aérea desde então, a gente nunca sabe afinal quando é que o mundo em que vivemos começa a desmoronar. Um dia um cara achou que por direito ele podia tomar o que lhe fosse conveniente e destruiu a segurança que eu tinha.


Fico pensando que somos nós quem vivemos enclausurados, nós que na realidade não deveríamos temer nada nem ninguem, a liberdade e segurança que tanto almejamos não passa de uma ilusão amarga.


Não senti raiva, nem quando me lembrei que minha câmera estava na bolsa, nem quando me dei conta de que estou desaparecendo, como se eu mesma estivesse deixando de existir através das coisas que me definem que vão sumindo por esses caminhos...


E e tão fácil pra eles, basta pegar, pra nós que ficamos, só resta mudar o segredo das portas, comprar aparelhos novos que sabe se lá quando serão levados também, refazer os documentos e voltar mais cedo pra casa, rezando pra que eles apenas tomem alguma coisa e não levem bens ainda mais preciosos.


Ele me magoou em outros níveis, e pra todas as vezes que qualquer moto passar, qualquer pessoa me olhar, toda vez que eu passar na minha rua, vou sentir medo, medo de ele voltar, medo de a justiça funcionar e dele querer vingança, medo de sair de casa... na verdade sinto pena de mim, da minha fragilidade e fraqueza, nenhum cidadão deveria se ver obrigado a viver com medo de sair de casa, nenhum cidadão deveria se ver obrigado a viver com medo de que alguém lhe venha tomar algo que por direito é somente seu.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Obrigado?


Parece existir um consenso, ou um mito de que as pessoas simplesmente não podem dizer a verdade, não podem dizer o que pensam realmente que sempre soará como loucura, qualquer garota poderia simplesmente não querer filhos, ou assumir na sua expressão vazia típica das decepções amorosas ou quem sabe familiares que as vezes prefere objetos a pessoas.

De que é que adianta contar com qualquer um, estamos sempre sozinhos, e a expectativa velada de que o telefone toque acaba por abafar toques reais em que se esqueceu o telefone em algum lugar onde ele não poderá ser ouvido. Até que ponto a arte imita a vida? Se ainda estou esperando que alguma coisa aconteça em vão, pra das duas uma, ou culpar alguem, ou me arrepender amargamente de desejar, assim como ele tambem desejou que eu me arrependesse de ser quem sou...

Quando tudo que representa alguma coisa pra você simplesmente não faz sentido pra um dos seus, quando suas lembranças preciosas foram simplesmente apagadas como toda coisa descartavel que não faz sentido ocupar lugar, quando você ainda esta esperando mas não sabe mais o que esperar, o que você faz?

Nunca mais dirá a verdade? E onde estão seus amigos? Não permita que seus momentos de mais sincera felicidade sejam julgados pela ótica de outrem, por mais que te conheçam, só você pode saber o que realmente te importa, e mesmo que você esteja se enganando as vezes, não permita que violem seus amores...

Pra qualquer dia de férias em que simplesmente não sobra nada pra fazer e simplesmente ficamos muito deprimidos, o stress nunca foi tão desejável, e sei que todas as minhas férias foram deprimentes demais, antes mesmo de saber o significado dessa palavra... qualquer justiça seria branda demais pra dias assim... mas sabe se lá onde ela anda.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Incertezas

Para quem sob a mira de lampião dançou até que o Sol raiasse, ou para qualquer pai que tenha andado de joelhos por um primogênito, o açoite do escritor pode ser como qualquer mira...

Sonhava que um dia as pessoas saberiam a medida do mal que causam ao mundo e uns aos outros, quem choraria essas lágrimas se algum dia partisse?



Mas corria assim mesmo, corria por medo, medo de envelhecer, medo da mediocridade ou qualquer lampejo de dor, medo da solidão, e por que não dizer medo da aceitação? Medo de fracassar, medo de ter sucesso, medo de tentar. Medo de si mesmo.


Odiava essa ausência constante, a ponto de amar a escrita apenas por saber que um dia você podia ser o leitor, mas agora tudo parece mediano demais, como se já não bastassem todas as incertezas da maturidade...


Anfetaminas seriam suficientes para encerrar essas vozes? E qualquer fotografia seria capaz de explicar, embora não justificasse tanta insegurança... quarto lilás e champanhe que abrigam mais segredos do que sonha essa vã filosofia de negar o tempo todo o consumismo que o planejou.

Serei capaz de dormir essa noite com todos os desafios morais que me aguardam ao raiar do dia?


Nem mesmo um cigarro mentolado afastaria esses sentimentos... o que nossas decisões fazem por nós se não nos deixam apenas mais loucos e solitários... que não é a herança genetica nessa amargura e sarcasmo? De onde nasce essa insistência em conviver com a verdade...


O essencial é invisível aos olhos mas qualquer ida ao supermercado faz isso desaparecer... o que tem importância pra você hoje? O que torna você você mesmo? E onde ficam todas as questões éticas quando tudo o que você quer é se satisfazer?


...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Meme!

A Nai me desafiou a escrever um meme!

Seguem as regras
. escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui
. convidar 8 amigos de blogs para responder também;
. comentar no blog de quem nos convidou;
. comentar no blog dos convidados, para que saibam do meme;
. mencionar as regras


Sei nem por onde começar, por que não tenho muitos sonhos atualmente... mas como já sei que um dia vou embora vamos lá:

1) Ser mais simpática (menos ciníca), e tentar descobrir como é isso de charme e feminilidade que todas as outras garotas parecem ter de sobra
2) Parar de me torturar com acontecimentos passados e de me comparar com os outros

3) Usar salto alto
4) Aprender a dançar
5) Me apaixonar (digo, meeeeesmo!) por alguem
6) Ter uma vitrola de novo...é uma pena deixar meus discos enconstados
7) Julgar menos, é isso na maior parte do tempo que torna minha convivência mais dificil com todo mundo...ainda mais quando as pessoas se recusam a mudarem hábitos que na maior parte do tempo desaprovo
8) Não guardar nada em caixas quando me for, pra garantir que talvez um dia eu volte ou pra provar que estive ali


É tudo que eu posso pensar de imediato, e agora meus indicados pra responder o meme:


Peito aberto

O inacreditável mundo de alex e!

Trouble words of a trouble mind

Café pra um ( Eu sei...hahaha)

:)

Fada Mutante

Meu Amor Me Agarra & Geme & Teme & Chora & Mata


Bad Brain Machine